segunda-feira, 16 de junho de 2008

Efeito Borboleta no ônibus



A maior parte da minha vida até o momento andei de ônibus. Antes por não ter condições de possuir um veículo, já hoje, depois de adiquirí-lo, só ando de ônibus quando o carro vai atrapalhar ou custar muito mais.

Moro em uma cidade do interior do estado de São Paulo, em Araras. Uma cidade muito boa para se viver, com cerca de 120 mil habitantes, onde não existe engarrafamento, sendo possível cruzar toda a cidade em cinco minutos. Coisa de se fazer inveja a qualquer cidade, principalmente, para quem mora em São Paulo.

Porém, ainda é uma cidade em desenvolvimento, e não tem tantas oportunidades no ramo de informática como em cidades maiores, como por exemplo Campinas, Hortolândia, São Paulo, etc. Digo isso tanto no âmbito empregatício como na área de capacitação.

Sendo assim, na tentativa de me especializar, estou fazendo um curso em São Paulo aos sábados, para Desenvolvedor Mainframe (óh!), não se espante até saber que nos mainframes são utilizados programas desenvolvidos na linguagem Cobol. Agora sim tenho certeza que você se espantou, mas isso é um assunto pra um outro post.

A distância de minha cidade até SP é de 180km. Com meu carro, gastaria por volta de R$120,00 ida e volta com pédagio. Com ônibus, gasto R$65,00. Ou seja, não há motivos nenhum ir com meu carro, a não ser que os valores invertessem, mesmo assim, indo de ônibus evito trânsito e cansaço. Porém...

Porém há os incovenientes de ir de ônibus:

  1. Mais devagar que carro na rodovia.
  2. Você sempre anda com estranhos, e na maioria das vezes ao seu lado (na última, uma senhora idosa roncando do meu lado e uma mãe com uma criança de 1 ano e oito meses no banco de trás que não queria dormir).
  3. Participa, no mínimo como ouvinte, de conversas alheias.
  4. Tem sempre aquele que não respeita a numeração da poltrona.

Dentre os problemas, o que mais me irrita e sempre me preocupa quando entro no ônibus é o último. Será que tem alguém sentado no meu lugar? É um saco isso. E foi o que aconteceu na última viagem. Quando olho na poltrona 27, uma moça bonita. E eu, sem jeito de pedir para ela sair daquele lugar e parecer o mais ranzinza possível. Sentei na outra poltrona, do outro lado do corredor. Pronto.



Deu-se início ao efeito borboleta, chegou um cara, olhou para mim e disse: "Acho que o ônibus vai vazio hoje não é?"

Eu, ciente do meu erro (ainda bem), perguntei se era o lugar dele e recebi uma resposta educada dizendo que sim mas que não tinha problema. mesmo assim, me ofereci para dar o lugar dele e eu iria para outro, mas ele disse que não haveria problema.

Mas com isso, a pártir dali, mais pessoas estariam tomando o lugar de outro. No final, correu tudo bem, pois, realmente ônibus foi vazio mesmo, como eu estava torcendo. Mas foi uma situação bem chata.

Será que é tão dificil o pessoal sentar no lugar que concordou assim que comprou a passagem?

Isso só acontece com quem anda de ônibus. Futuramente vou contar umas histórias interessantes que acontecem durante o percurso. Algumas são impagáveis.

3 comentários:

Carla Menezes disse...

Esses ônibus que viajam pelo interior são legais! Se não estiver fazendo calor e não for um busão meio pau-de-arara (cheio e saculejante)

Carla Menezes disse...

[acho que foi incompleta]
...se não for pau-de-arara vale a pena viajar de ônibus e observar a vida alheia...

=**

Ed disse...

Oi Carla,

Poisé, algumas coisas são impagáveis, outras histórias ninguém acredita.

Geralmente, eu to dando sorte com o busão. São de ar-condicionado, e sempre estão ligados (coisa que quando ia pra faculdade de bus nunca acontecia)

Bjos